RIO
26/05/2022
O Estado do Rio de Janeiro se locupletou com o petróleo, desde a bacia de Campos até o pré sal. Então recuperaram um pouco o rentismo dos tempos de capital federal, muitos viviam bem, muitos desviavam muito, muitos embolsaram muito, o estado supria um pouco das necessidades sociais e a criminalidade absurda, a roubalheira oficial , a corrupção em todos os níveis, ficavam meio escondidos.
Acabou-se a farra do petróleo, graças ao golpe de 16, ao Temer e ao Bozo e, daí, aflorou toda a imundície que domina aquele rico e belo estado brasileiro.
Já nos tempos do Império, sendo a Capital, que se continuou pela república afora, o Rio de Janeiro vivia sob os auspícios da nação, mas sempre produziu também, no solo, no subsolo, na indústria, nas artes, no pensamento, em tudo. Depois tornaram-se viúvas do poder, órfãos da república dativa e benevolente, porque tomaram a capital federal de suas mãos e desde então mergulharam nas dificuldades financeiras, do pouco dinheiro a ser repartido entre os políticos e politiqueiros.
E agora, como retomar a vida pública bucólica e fácil? Com Bozo, com Witzel, com Paes?
São dois os estados brasileiros que nos põem de cabelo em pé, o Rio de Janeiro e Santa Catarina, dois dos locais mais belos do país. O Rio dá medo por ser o principal centro do crime em todas as suas possibilidades, por estar nas mãos dos milicianos, traficantes, máfias de todos os tipos, sindicatos do crime. A Santa (e bela) Catarina nos põe medo devido seu reacionarismo imenso, sua crença quase inabalável na extrema direita.
Se as coisas não mudarem em curto tempo, ainda sentiremos saudades da república do café com leite e dos bicheiros.