ECONOMIA
13/06/2022
Lendo alguma coisa sobre economia, Marxismo contra Liberalismo, Escola Austríaca, e coisas assim, fiquei pensando: o preço, diferentemente do que leio, não é dado pela utilidade, volume de oferta, trabalho agregado, desejo de consumo ou simplesmente de posse, raridade, etc. O preço é dado pela disposição de quem deseja adquirir qualquer coisa em pagar o preço que se pede. A demanda não é devido a necessidades ou desejos, mas é imposta por quem oferta, utilizando estes de qualquer meio, lícito ou não, para induzir e até obrigar o consumo.
Mesmo em situações extremas esse raciocínio é válido. O famélico pagaria qualquer preço por um naco de alimento, inclusive ofertando seu corpo, sua alma, sua própria sobrevivência, mas sempre haverá alguém que não pagaria um preço absurdo para diminuir sua fome ou salvar sua vida, preferindo a morte com sofrimento intenso a pagar seu alimento salvador com sua dignidade ou até mesmo com seu idealismo.
Mas, nesse caso não estaria agindo contrariamente aos instintos?
Aparentemente sim, mas às vezes não. Será que essa atitude de resistência não seria causa e garantia de sobrevivência de inúmeros outros semelhantes? Então nem sempre seria contrário aos instintos.
No capitalismo é proibido ter-se prejuízo ou mesmo deixar de ganhar e é imperativo lucrar o máximo possível. Aí a origem histórica de custos e preços, porque o capitalismo surgiu ao mesmo tempo que a valoração de coisas e gentes e, portanto, da exploração de uns pelos outros. No socialismo deverá haver custos e preços, ganhos e perdas e até exploração, mas sempre de forma muito mais branda e racional, ou então não será socialismo.
De qualquer forma o que deveria haver, sempre, absolutamente, são a liberdade e o respeito.
