IMPERIALISMO
03/04/2023
Os primeiros capitalistas/imperialistas da Europa e dos E.U.A. iniciaram seu domínio exportando bens industrializados e depois continuaram através da exportação de capitais, de filosofias de consumo e bem estar econômico, e até da exportação de governos e leis, que por fim lhes permitiu o pleno domínio sobre os países ou rincões não desenvolvidos, ou mais fracos e ainda acabaram por exportar os próprios meios de produção.
Depois foram recolhendo seus tentáculos, retirando seus governos, retirando os capitais produtivos, as fábricas, mantendo apenas o capital especulativo e o domínio, agora sob novas armas e ameaças, entre as quais se destacam a alta tecnologia e as redes de comunicação dirigidas ao indivíduo pessoalmente.
A China, após a Revolução de 1949, sob Mao, procurou tirar proveito desses movimentos enquanto se consolidava como uma nação socialista e independente, primeiro aprendendo a produzir, depois aprendendo a comercializar, aprendendo a desenvolver a tecnologia, aprendendo a se defender de todas as formas de agressão, até chegar a dominar o comércio mundial e tornar-se uma potência econômica recentemente e, agora, já está exportando capital, principalmente o que é aplicado em produção e logo também o especulativo.
A associação do poder econômico, da alta tecnologia e das redes de comunicação levarão os chineses ao domínio sobre outros povos, mas com mais dificuldades do que tiveram a Europa e os E.U.A. de antanho, já que estes desenvolveram know how de dominação durante séculos e a China tem poucas experiências de dominar, Tibete, Sudeste Asiático, e mais algumas áreas asiáticas, por um tempo relativamente curto, mas tem milênios de experiência em ser dominada, por pelo menos uma dúzia de países diferentes.
Rússia e Japão são players de menor importância, principalmente após a desestruturação da URSS. No tempo da guerra fria ainda tinham grande importância estratégica. A primeira militarmente e o segundo economicamente, mas atualmente essa importância se reduziu muito, o que é até preocupante, devido aos poderios atômicos militares.
O que ninguém nunca exportou e ainda continuam a se recusar a exportar é a tecnologia.
O domínio não se exporta nem se transfere.
