MORTE
25/05/2023
Nós sempre perdemos pessoas queridas, inclusive nossos pais, avós, tios, pessoas que gostamos muito, nossos ídolos, pessoas que nos ajudaram a sobreviver, que nos auxiliaram em nossas dificuldades, nos ensinaram, nos acompanharam em momentos alegres e tristes, nos alegraram, nos fizeram pensar, foram nossos companheiros mesmo estando do outro lado do mundo, mesmo que estejam ou estiveram em outros tempos e nos trouxeram algo de bom.
Quando éramos mais jovens perdíamos pessoas queridas devido a acidentes, como aconteceu por exemplo com Ayrton Senna, Lennon, Gonzaguinha, Elis e tantos outros, ou por doenças e até erros médicos inesperados, asim como aconteceu com o Antonio Brasileiro, o Jobim, o poetinha Vinicius, George Harrison, ou ainda porque eram muito mais velhos que nós, caso do Villa-Lobos, Orlando Silva, Chico Anysio etc. Era mais fácil aceitar, nos conformávamos melhor, porque parece que seria natural.
Agora estamos perdendo nossos ídolos num ritmo muito mais rápido e isso nos faz sofrer ainda mais, mesmo porque estão indo por serem idosos e, pior, da mesma idade que nós.
A vida é assim, perdemos nossos pais, nossos amigos, nossos mestres e, como diz minha filha, o fim da vida nos faz sofrer, é uma das causas da dor existencial.
