DROGAS
05/04/2024
O problema das drogas de ação central, que alteram a percepção da realidade alterando o funcionamento do cérebro, sejam lícitas ou ilegais, não é para quem as utiliza, mas é o malefício que causam a terceiros, é o risco imenso que as pessoas, mesmo as que não as utilizam, estão correndo de serem afetadas de forma grave por ação de outras pessoas desnorteadas por efeito químico.
Claro que aos governos interessa a legalização porque trariam economia enorme nos gastos com a repressão ao tráfico à distribuição, mas não consideram o aumento exponencial dos gastos com saúde e com os reparos aos danos causados por usuários desconectados.
Aos produtores, atacadistas, distribuidores e comerciantes em geral o lucro pode até ser menor, já que terão que pagar impostos, salários com todos os encargos e ainda com queda dos preços, visto que a venda legal não justificaria a mais valia dos riscos criminais de produção e distribuição. Mas haveria a vantagem de não serem mais criminosos, podendo ter vida praticamente normal.
Então a discussão deve ser mais ampla e as decisões devem ser bem embasadas, mas os danos pessoais e sociais não serão mitigados com a legalização, assim como ocorre com o álcool e outras drogas legais.
